11 de Julho de 2016

 

 Poema aos heróis de Saint-DENIS

 

    Cerrar fileiras na desventura. Não foi só resistir ao infortúnio, mas convertê-lo, dentes cerrados, em superação: «Mais que prometia a força humana».

    Fazer das fraquezas força; contra adversários mais poderosos, qual Golias que aplicavam a força bruta, antidesportiva, para eliminar os elementos adversários que consideravam mais perigosos (Ronaldo, Nani, Quaresma). Pepe terminou o jogo num vómito que pareceu saliva ensanguentada.

    O exemplo de que um pequeno povo que, quando orientado por chefes à altura (Fernando Santos, Ronaldo) pode ir «...além da Taprobana».

    A políticos incapazes de se juntarem numa mesa e em equipa fazerem um projeto sequer de médio prazo, quando nos lembramos de que a gesta dos descobrimentos foi um projeto de séculos.  

    A políticos que se recusaram e recusam a unir “o máximo” de esforços para salvar o país, sempre a olhar para o seu umbigo partidário, as suas ideologias, e que não veem a necessidade urgente de converter novamente o país numa equipa solidária e heroica,  ...como a que venceu o Euro 2016.

 

D' Silvas Filho